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Aprovada por maioria no Congresso, quando o país tinha 13,3 milhões de desempregados, a deforma trabalhista foi amplamente divulgada pelo governo Temer como uma solução rápida e certeira contra o desemprego. Na última terça-feira, o presidente eleito, Bolsonaro, defendeu um aprofundamento da deforma. Mas o discurso de ambos tem se mostrado mentiroso.

 

O aumento das taxas de desemprego em 2017 fizeram o total de pobres no país aumentar em 2 milhões, de acordo com dados do IBGE. De 25,7% de pessoas nessa situação em 2016, a taxa chegou a 26,5% em 2017, totalizando mais de 54 milhões de brasileiros em situação de pobreza. Isso evidencia que políticas que cortam direitos não geram mais empregos, nem renda e estagnam a economia.

 

Houve crescimento, também, no número de desalentados - aqueles que desistiram de buscar emprego - que eram 4,278 milhões antes da deforma, e hoje são 4,776 milhões. Ou seja, quase 500 mil pessoas a mais já desistiram de encontrar um trabalho. Isso tem levado muitos brasileiros ao adoecimento, pois, como se sabe, o trabalho é um apoio financeiro e uma fonte de equilíbrio psicológico e social. Sem ele as doenças como a depressão e a ansiedade tendem a surgir.

 

Em um cenário tão complexo, algumas pessoas acabam aceitando bicos e serviços provisórios que não tem salário fixo, nem férias e perdem, portanto, muitos direitos. A subutilização da força de trabalho aumentou no ano passado, de 23,8% para 24,2%. No ano passado, havia 37,3 milhões de pessoas trabalhando sem carteira assinada, que representa 1,7 milhão a mais do que em 2016, quando 35,6 milhões trabalhadores estavam nesta situação.

 

Os trabalhadores sem carteira assinada recebem menos da metade da renda dos que atuam como CLT. Em 2017, os informais recebiam, em média, 48,5% dos rendimentos dos formais. Sem contar toda a proteção que o funcionário com carteira tem.

 

O futuro ministro da Economia (cuja pasta reunirá Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio), Paulo Guedes, defende todas as reformas trazidas por Temer e mente ao endossar o discurso de que haverá mais empregos somente se os direitos trabalhistas forem eliminados. Essa história de acabar com a CLT para gerar empregos é uma farsa, pois não teremos nem emprego nem direitos. É hora de lutar!

 

 

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