Fenattel rejeita proposta indecente da Claro

Uma nova rodada de negociação ocorreu na quarta-feira, 01/10, entre a comissão de negociação da FENATTEL e a empresa Claro.

❌ A proposta foi prontamente recusada pela bancada sindical.

A empresa propôs 1,9% de reajuste salarial com pagamento só em abril de 2026.

Esse percentual de 1,9% deveria ser de aumento real, obviamente acrescido no INPC do período que foi de 5,05%.

Veja na íntegra a proposta recusada:
– Reajuste Salarial: 1,9% a partir de abril de 2026.
– Abono fixo de R$ 500.
– Reajuste dos pisos salariais: 1,9% a partir de abril de 2026.
– Reajuste do VR/VA: 2% a partir de fevereiro de 2026.
– Auxílio Creche: 2% a partir de fevereiro de 2026.
– Auxílio a filhos PCD: 2% a partir de fevereiro de 2026.
– Demais benefícios: 2% a partir de fevereiro de 2026.

PPR 2025
No que diz respeito à elegibilidade, a Claro não quer pagar para o trabalhador que pedir demissão no período da vigência do Acordo.

O pagamento para os ativos seria somente em maio de 2026 e para os desligados em junho de 2026, ou seja, não houve avanços. Como não houve consenso, uma nova reunião já está agendada para 15/10/2025.

A bancada sindical enfatizou que a empresa precisa melhorar substancialmente esses números. A Claro apresenta números ruins e os sindicatos, juntamente com os trabalhadores, temos que reivindicar que a empresa avance em sua proposta.

Além disso, temos constatado diversos problemas na Claro. Podemos citar questões que não estão ligadas diretamente à negociação salarial, mas que tem gerado descontentamento. É o caso do preço do plano médico. Principalmente os trabalhadores com salários mais baixos que têm arcado com preços absurdos mensalmente.

Também os técnicos de IAT que não foram contemplados com o adicional de periculosidade mesmo trabalhando com escadas próximos da rede energizada.

A empresa precisa resolver esses problemas e apresentar uma proposta de Acordo Coletivo decente para os trabalhadores. A bancada sindical está fazendo a sua parte e você trabalhador também precisa demonstrar a sua indignação.