Fenattel fortalece articulação com MPSP e MPT em ações de combate à violência contra a mulher

A diretora de Mulheres da Fenattel, Maria Edna, participou de uma importante atividade promovida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com foco no fortalecimento de ações de enfrentamento à violência de gênero.

A programação abordou temas estratégicos para o avanço das políticas de proteção às mulheres, como os desafios na implementação de ações de combate à violência, o fluxo de atendimento às vítimas com base no Protocolo de Barcelona, a aplicação de formulários de avaliação de risco no ambiente de trabalho e a eficácia dos canais de denúncia.

As oficinas também abriram espaço para a construção coletiva de propostas e deliberações voltadas às ações previstas para 2026, reforçando a importância da atuação integrada entre instituições e sociedade.

O MPSP apresentou um conjunto de iniciativas estruturais que vêm sendo desenvolvidas no estado de São Paulo, com destaque para a fiscalização de medidas protetivas por meio do projeto Guardiã Maria da Penha, a atuação de núcleos especializados, o fortalecimento das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), além de ações itinerantes e grupos reflexivos voltados a homens autores de violência. O objetivo é ampliar não apenas a punição, mas principalmente a prevenção, integrando assistência social, apoio jurídico e promoção da autonomia econômica das mulheres.

Durante sua fala, Maria Edna destacou a importância da parceria entre o movimento sindical e os órgãos públicos para ampliar o acesso à informação e às redes de apoio. Ela reforçou que o setor de telecomunicações, com forte presença de mulheres, tem papel fundamental nessa mobilização.

No âmbito nacional, foi defendida a criação de uma comissão de cooperação técnica para expandir essas ações por todo o país, levando informação, acolhimento e suporte a mulheres que ainda enfrentam o silêncio e a falta de acesso à rede de proteção.

A iniciativa reforça o compromisso da Fenattel com a luta contra a violência de gênero e evidencia a importância da união entre instituições para promover mudanças concretas na vida das trabalhadoras.