Dia do Teleoperador: FENATTEL reforça luta pela regulamentação da profissão e apresenta proposta para valorização da categoria

Neste 4 de julho, Dia do Teleoperador, a FENATTEL homenageia os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que, diariamente, fazem a comunicação entre empresas, serviços públicos e milhões de brasileiros. Mais do que uma data comemorativa, este é um momento de reafirmar a luta pelo reconhecimento e pela valorização de uma das profissões mais importantes para a economia digital.

A atividade de teleatendimento evoluiu muito ao longo das últimas décadas. As antigas telefonistas deram lugar a profissionais altamente capacitados, que atuam em múltiplos canais de comunicação, como telefone, chat, e-mail, aplicativos, redes digitais e sistemas apoiados por Inteligência Artificial. Hoje, esses trabalhadores representam a principal interface entre empresas e consumidores, exercendo um papel estratégico para o funcionamento de diversos setores da economia.

Apesar dessa evolução tecnológica, os desafios permanecem. A pressão por produtividade, o aumento das metas, o monitoramento constante e o crescimento dos casos de adoecimento físico e mental mostram que a profissão precisa ser reconhecida e protegida por uma legislação compatível com sua realidade.

Foi com esse objetivo que a FENATTEL elaborou uma ampla proposta, defendendo uma política pública moderna para os profissionais de teleatendimento. O documento reúne 24 propostas que contemplam temas como saúde e segurança do trabalho, inteligência artificial, qualificação profissional, valorização da juventude, proteção de dados, diversidade, negociação coletiva e fortalecimento da representação sindical.

Entre os principais pontos defendidos pela Federação estão o reconhecimento da atividade como integrante do setor de telecomunicações, a criação de uma nomenclatura nacional para a profissão e a garantia de que o enquadramento sindical seja definido pela atividade efetivamente exercida pelo trabalhador, independentemente do CNAE utilizado pela empresa ou da denominação do cargo.

A FENATTEL também propõe a criação de um piso salarial nacional, superior ao maior piso regional atualmente praticado, além da preservação da jornada especial de seis horas diárias e da carga mensal de 180 horas, associada à implantação da escala 5×2, modelo que proporciona melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, reduz o adoecimento e contribui para o aumento da produtividade.

Na área da saúde, a proposta incorpora à legislação as garantias previstas no Anexo II da NR-17 e amplia a proteção aos trabalhadores com medidas voltadas à prevenção de doenças ocupacionais, saúde mental, combate ao assédio, reconhecimento da penosidade da atividade, prevenção da fadiga ocular digital e oferta de assistência psicossocial nas empresas de maior porte. Além do anexo II da NR-17, defendemos a aplicação da NR-10.

Outro eixo importante do documento trata dos impactos da Inteligência Artificial nas relações de trabalho. A Federação defende que a inovação tecnológica seja acompanhada de transparência, supervisão humana nas decisões automatizadas, qualificação permanente dos trabalhadores e diálogo com as entidades sindicais antes da implementação de tecnologias que possam afetar empregos ou modificar significativamente a organização do trabalho.

A proposta também contempla a proteção dos trabalhadores em teletrabalho e regime híbrido, a valorização do primeiro emprego e da juventude, políticas de desenvolvimento de carreira, promoção da diversidade e igualdade de oportunidades, fortalecimento da negociação coletiva e proteção dos dados pessoais dos trabalhadores.

Para a FENATTEL, regulamentar a profissão significa reconhecer oficialmente uma categoria que exerce papel essencial na comunicação entre empresas, governos e sociedade. Significa oferecer mais segurança jurídica, melhores condições de trabalho, valorização profissional e proteção diante das transformações tecnológicas que vêm remodelando o setor.
Neste Dia do Teleoperador, a Federação reafirma seu compromisso com a aprovação do PL para regulamentação da profissão e seguirá atuando junto ao Congresso Nacional para que a profissão seja oficialmente reconhecida e os trabalhadores tenham seus direitos fortalecidos.

Valorizar o teleoperador é valorizar quem conecta pessoas, resolve problemas, presta serviços essenciais e contribui diariamente para o desenvolvimento da economia digital brasileira.