Comissão Nacional da FENATTEL recusa proposta de PPR da Claro
Na quarta-feira, 26 de agosto, a Fenattel e seus sindicatos filiados se reuniram novamente com a Claro para dar continuidade às negociações do Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2026.
Durante o encontro, realizado de forma online, a empresa apresentou um panorama dos indicadores e dos resultados acumulados até junho de 2026, além de sua proposta para o programa.
Confira os números apresentados:

Demais pontos da proposta apresentada pela empresa:
Executivos (gerente sênior e acima) que pedirem demissão não serão elegíveis ao benefício;
- Pagamento aos trabalhadores ativos em junho de 2027;
- Pagamento aos desligados também em junho de 2027;
- Manutenção das demais cláusulas atualmente vigentes.
A bancada sindical recusou a proposta
Após análise, a bancada sindical decidiu rejeitar a proposta apresentada pela Claro.
O motivo é claro: o atual modelo de PPR estimula o divisionismo entre os trabalhadores, já que os resultados são segmentados por áreas de negócio e regionalização, fazendo com que trabalhadores de uma mesma empresa recebam valores diferentes por metas distintas.
Por um PPR único e mais justo
A FENATTEL defende a implantação de um programa único, válido para todos os trabalhadores da Claro, que:
- fortaleça o engajamento coletivo;
- valorize o esforço conjunto de todas as áreas;
- garanta que os resultados alcançados sejam compartilhados de forma mais justa entre todos.
PPR e Acordo Coletivo: temas que devem ser negociados separadamente
A bancada sindical reivindica ainda a separação das negociações do PPR das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). São temas distintos, com características e dinâmicas próprias, e por isso devem ser tratados em mesas de negociação independentes, sem que um assunto seja usado como moeda de troca do outro.
Metas mais realistas e alcançáveis
Os representantes dos trabalhadores também questionaram o rigor excessivo dos indicadores estabelecidos pela Claro para o atingimento das metas do programa. A reivindicação sindical é objetiva: que a empresa revise esses critérios e estabeleça metas mais equilibradas e compatíveis com a realidade do trabalho.
A nossa luta continua!



