Negociação Acordo Coletivo Vivo
Após um dia e meio de reunião de negociação, a Vivo demonstrou-se inflexível e pouco avançou na proposta. Em reunião realizada nos dias 22 e 23/09, a empresa insiste na proposta de abono e sequer zera o INPC do período.
A força e o posicionamento de todos da comissão fizeram a empresa recuar na proposta da escala rotativa no campo, onde o domingo passaria a ser um dia normal. Estamos lutando por melhor qualidade de vida e a VIVO queria vir na contramão.
Veja abaixo a proposta RECUSADA pelos sindicatos:
– Vigência
A empresa propõe que a vigência do ACT seja de 1 ano.
– Reajuste Salarial
No primeiro dia de reunião, a proposta para correção salarial foi de 3,50% em agosto/27 + abono de 60% do salário nominal, com mínimo de R$ 1.300 com pagamento em dezembro/26.
Já no segundo dia, a VIVO apresentou pequenos avanços:
• Reajuste salarial de 3,70% para agosto/27 + abono de 64% com mínimo de R$ 1.450 com pagamento em novembro/26
– Reajustes dos pisos salariais
A proposta para correção do piso será de 3,50% em agosto de 2027.
– VR/VA
Administrativo: 3,98%
Demais segmentos: 5,5%
Reajuste em abril de 2027 + abono de R$ 470 com pagamento em novembro/2026.
– Auxílio Creche/Babá
Para as trabalhadoras lotadas nas lojas próprias, o valor máximo deste benefício será de R$ 500 a partir de 1º de abril de 2027.
– Jornada de Trabalho
Nas atividades de campo, os trabalhadores, inclusive supervisores, terão sua jornada de trabalho distribuída de segunda-feira a domingo, sendo que apenas as horas trabalhadas em folgas e feriados serão remuneradas e acrescidas do respectivo adicional.
– Demais Benefícios
O reajuste dos demais benefícios será de 3,50% em abril/27, com exceção de locação de veículo que será em agosto/27.
A Comissão de negociação reivindicou o reajuste na data base, mas a VIVO insiste em aplicar o reajuste no próximo ano, mas não quer pagar um abono condizente com o período perdido.
A luta continua por uma proposta melhor, por equalização dos benefícios e implantação ou melhoria de clausulas existentes.
Além das cláusulas financeiras, seguem os demais itens que discutimos com a empresa, mas salientamos que TODOS foram negados.
- •Fim da jornada 6 x 1
- Redução de Jornada 44 para 40 horas semanais
- Flexibilização do Mobility
- VA/VR e creche igual para todos
- Auxílio PCD para remédios
- Melhorar os celulares corporativos
- Aumentar os dias de abono para levar filhos ao médico
- Cartão VA/VR Flexível – livre para uso em mercado ou refeição
- Acordo Coletivo válido por 2 anos
- Garantir que não haja Pejotização
- Aluguel de carro – pagar 100% nas férias
- Revisão no piso de supervisores e aplicar RV
A negociação segue, ainda sem data definida para a próxima reunião.



